MPF e DPU orientam que municípios de MS procurem indígenas que não tomaram a 2ª dose contra Covid

Defensorias e Ministério apontam que Estado passa por cenário crítico da pandemia

Dândara Genelhú Publicado em 18/06/2021, às 14h54

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Foto: Arquivo | Midiamax

Municípios de Mato Grosso do Sul receberam recomendação oficial para procurarem indígenas que não tomaram a segunda dose contra a Covid-19. A DPU (Defensoria Pública da União), DPE MS (Defensoria Pública de MS) e o MPF (Ministério Público Federal) consideraram que o Estado passa por momento crítico da pandemia.

As Defensorias destacam que “a vacinação coletiva é a forma mais eficiente de contenção e de prevenção à pandemia” na recomendação. Assim, afirmam que se faz necessária a ação de procura pelos indígenas que não tomaram a segunda dose, para completar a imunização contra a Covid-19. 

As recomendações foram de que as Secretarias Municipais de Saúde: Amambai, Aral Moreira, Coronel Sapucaia, Japorã, Ponta Porã, Anastácio, Aquidauana, Nioaque, Porto Murtinho, Maracaju, Douradina, Dourados, Rio Brilhante, Iguatemi e Miranda. Além disso, o DSEI-MS (Distrito Sanitário Especial Indígena de MS) também recebeu orientação para que, com a ajuda da SES (Secretaria de Estado de Saúde), utilize as equipes móveis para levarem vacinas aos territórios indígenas.

As visitas devem ser feitas preferencialmente fora dos horários da jornada de trabalho dos moradores, para que sejam encontrados os indígenas que não tomaram o reforço imunológico. De acordo com as Defensorias, “o documento apresenta os baixos percentuais de segundas doses aplicadas nos indígenas”.

Além disso, a recomendação aponta que maior parte dos muncípios com população indígena “estão classificados com a bandeira cinza” e extremo risco de disseminação da Covid-19. Foi dado prazo de 48 horas para que os destinatários informem as providências que serão tomadas para o cumprimento da recomendação.

Fonte da notícia: https://midiamax.uol.com.br/cotidiano/2021/mpf-e-dpu-orientam-que-municipios-de-ms-procurem-indigenas-que-nao-tomaram-a-2-dose-contra-covid