Fina participa de apresentação de projeto “Valorização de Plantas alimentícias do Pantanal e Cerrado

 

 

A apresentação aconteceu na manhã de 10/04, na Escola Noé Nogueira na Colônia Conceição

 

O Projeto Fenológico do Cumbaru ou Barué resultado da parceria entre a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e a Escola Municipal Noé Nogueira – Pólo, ele faz parte de um projeto maior desenvolvido pela mesma Universidade intitulado “Valorização de Plantas alimentícias do Pantanal e Cerrado”.

A metodologia adotada pelo Projeto é marcada pela coleta de dados das fenofases por meio de pesquisas in loco na forma de aulas de campo, com observação das árvores usando o critério de Fournier,pelo período de 24 meses, envolvendo um total de 30 árvores em idade produtiva com dimensões e idades diferenciadas. De posse dos dados o Projeto continua com a análise e elaboração de trabalhos científicos.

Os objetivos foram diversos, conhecer e identificar os períodos de brotamento e queda de folhas, floração e frutificação, associados aos fenômenos e agentes naturais que interferem sobre o processo produtivo. Por parte da Escola, promover uma metodologia interdisciplinar que favorecesse a aprendizagem colaborativa de forma ativa e reflexiva, com a valorização da identidade camponesa aliada a sustentabilidade. Outro objetivo da parceria Universidade/Escola foi o de oferecer Iniciação Científica para os educadores e Iniciação Científica Júnior para os educandos.

O desenvolvimento do Projeto Fenológico do Cumbaru contou com a participação de quatro professores universitários, quatro acadêmicos universitários, dois parceiros locais, dezesseis professores e trinta e oito alunos da Escola Municipal Noé Nogueira – Pólo. Estiveram envolvidos também a direção e coordenação escolar e motorista do transporte escolar. Sendo o transporte escolar cedido pela Secretaria Municipal de Educação.

O estudo fenológico contribui para a aquisição de conhecimentos sobre as fases da planta, de posse desses dados é possível realizar o manejo adequado de determinado recurso vegetal, daí a importância do projeto.

Por ter um enfoque socioambiental voltado ao extrativismo sustentável e geração de renda à comunidade local, a parceria buscou ressaltar a importância de conhecer e preservar as plantas do Cerrado, despertando uma percepção diferenciada a partir das fases fenológicas, promovendo a valorização dos recursos naturais que os cercam.

As coletas iniciaram no mês de maio de 2017, sendo estipulada a primeira quarta-feira de cada mês para a coleta. Apesar de algumas dificuldades as coletas seguiram sem interrupção. Os educandos só participam durante o período letivo, durante as férias a coleta ficou a cargo somente aos professores e parceiros.

A pesquisa ocorreu no Projeto de Assentamento Nioaque [Colônia Conceição], no Sítio Rancho Alegre, número 174 de propriedade do casal Delírio Rodrigues de Oliveira e Eva Lopes de Oliveira.

 

A proposta do projeto foi à coleta dos dados referentes às fases fenológicas ou fenofases do cumbaru, a fim de verificar os períodos de brotamento, queda, floração e frutificação, além de analisar a sua viabilidade econômica para os assentados. Porém, o que se tem alcançado é bem maior do que isso, pois educandos e professores tem observado melhor o meio no qual estão inseridos, valorizando mais o local de vivência, os recursos naturais, em especial a flora que é o foco de estudo.

É bonito de se ver o que o projeto vem causando, a exemplo têm a professora Valdelice que disse em reunião: “Eu já não olho uma árvore de cumbaru com osmesmos olhos, pois sempre quero ver mais, daquilo que estudamos”. Outra coisa legal do projeto é ver o real encantamento dos educandos por participarem de uma atividade prática que envolve o meio ambiente no qual estão inseridos.

 

Marcaram esses dois anos de projeto as várias reuniões, algumas formações oferecidas pelos professores universitários, os lanches oferecidos pela colaboração dos professores e parceiros, o aprendizado mútuo e colaborativo.

Os resultados do Projeto Cumbaru foram muito positivos, uma vez que promoveu a interação mais intensa e próxima entre docentes e discentes, realizou a tão sonhada interdisciplinaridade de uma forma natural. Outro destaque é o fato de que ele trouxe uma visão diferente ao objeto em estudo.

Alunos e professores aprenderam de uma forma diferenciada sobre a vida e as fases fenológicas do cumbaru, além disso, nas idas a campo houve uma maior socialização entre educadores e educandos. Realidade que superou as expectativas do projeto na apresentação dos primeiros resultados nas oficinas realizadas.

O Projeto Cumbaru propiciou aos envolvidos localmente um contato mais próximo, direto, objetivo e amoroso entre si e, com os docentes e acadêmicos universitários da UFMS, transmitindo, trocando saberes e transformando os nossos alunos em pessoas melhores, mais críticas e confiantes em suas ações.

Levando a crer que quando damos “asas” aos nossos sonhos, aos nossos ideais sempre é tempo de: aprender a aprender, a conhecer, a coletar, a identificar, a equalizar, a analisar e realizar diferentes formas de ministrar aulas de maneira a tornar os nossos educandos curiosos, estimulados, participativos e liberando o seu melhor, todo o seu potencial.

 

 

 

 

Portanto, o Projeto Fenológico do Cumbaru, além de ser um estudo importante, uma pesquisa inovadora em nosso assentamento, no nosso município, tornou-se um marco para todos nós, em todas as ciências pelo pioneirismo.

As aulas de campo com as coletas fenológicas possibilitaram não só a melhora nas relações interpessoais, mas também ampliou a consciência ambiental e, ainda promoveu o desejo em alunos e professores de fazer “ciência” a partir da própria realidade.

A escola ao se envolver nesse trabalho passa a criar espaços de interação do ensino com a sociedade, o meio ambiente em seus espaços de vivência, promove uma valorização de sua identidade e com isso estimula uma melhor qualidade de vida.

 

 

Edição Elizete Maidana

Fotos: Viviane Palmeiras




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