Fepagro avalia variedades de feijão com potencial para fixação biológica de nitrogênio

Fepagro avalia variedades de feijão com potencial para fixação biológica de nitrogênio

O artigo é assinado pelos pesquisadores Juliano Garcia Bertoldo, Raquel Paz da Silva e Rodrigo Favreto, além dos estagiários Manoela Oliveira Santos, Gilberto de Lima Coutinho e Juliana Matos da Silva

A Fepagro Litoral Norte, em Maquiné, teve um artigo publicado na última edição da Revista Ambiência, abordando a avaliação de acessos do Banco de Germoplasma de Feijão da Fepagro a campo para caracteres agronômicos de interesse, entre eles alguns inerentes à fixação biológica de nitrogênio – um processo realizado por alguns grupos de microrganismos que, associados à raiz, capturam o nitrogênio atmosférico de tal maneira que este consiga ser assimilado pelas plantas. O artigo é assinado pelos pesquisadores Juliano Garcia Bertoldo, Raquel Paz da Silva e Rodrigo Favreto, além dos estagiários Manoela Oliveira Santos, Gilberto de Lima Coutinho e Juliana Matos da Silva.

O estudo avaliou 25 genótipos de feijão, sendo 19 acessos do Banco de Germoplasma da Fepagro e seis cultivares comerciais, levando em consideração os seguintes aspectos: número de nódulos, massa seca da parte aérea, massa seca da raiz e comprimento da raiz. Os resultados apontam que os acessos BAG 47, BAG 61 e BAG 40 são promissores no melhoramento para incremento no número de nódulos, massa seca da parte aérea e massa seca da raiz, respectivamente. Os experimentos foram conduzidos no ano agrícola de 2012/2013. “O trabalho foi importante, pois marcou o início das atividades de pesquisa com a coleção de feijão e propiciou que os estagiários iniciassem suas atividades científicas”, destaca Juliano.

O artigo científico relata parte das atividades do Programa de Melhoramento Genético do Feijão na Fepagro, que tem, entre seus objetivos, promover uma cultura mais sustentável da leguminosa. De acordo com Juliano, a fixação biológica de nitrogênio ainda é um dos entraves para aumentar a produtividade na cultura do feijão. “Com exceção do seu sucesso na cultura da soja no Brasil, o processo é pouco explorado nos sistemas agrícolas modernos, que privilegiam o ciclo cada vez mais curto das culturas, sem tempo para o aparato simbiótico se estabelecer e funcionar”, explica o pesquisador.

Por isso, uma ação fundamental é que o melhoramento genético tenha como uma de suas metas a necessidade de aumentar a fixação biológica do nitrogênio. “Desse modo, as novas variedades de feijão poderiam ter maior produtividade, reduzindo o uso de fertilizantes nitrogenados e contribuindo para a sustentabilidade da agricultura”, detalha.

Fonte: Portal do Agronegócio

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