Em Dourados, conceito inovador de ensino completa 50 anos

Cecília Motta: “A Escola Menodora Fialho de Figueiredo tem um olhar que está além do seu tempo”

No dia 11 deste mês os douradenses festejaram uma data de singular importância para o Município: os 50 anos da Escola Estadual Menodora Fialho de Figueiredo. A secretária de Educação de Mato Grosso do Sul, Maria Cecília Motta, exalta: “Não apenas Dourados, mas todo o Estado tem motivos para orgulhar-se desse estabelecimento de ensino, que está com o olhar à frente do seu tempo. Um olhar inovador, questionador, criativo e, sobretudo, dando ao conhecimento seus melhores conteúdos humanos e inclusivos”.

Em meio século de Educação Básica e profissional, sempre na vanguarda do ensino, a Menodora já formou milhares de cidadãos e cidadãs. Um de seus traços vitoriosos é o êxito de alunos nas quadras desafiadoras da vida, notadamente vestibulares, concursos e outras provas de admissão profissional e social em todo o País. Inaugurada em 1970 como Escola Normal 2º Ciclo de Dourados, em 1971 tornou-se Centro Educacional “Menodora Fialho de Figueiredo”, englobando a Escola Normal de Dourados como instituição anexa.

 

Com um projeto arquitetônico único na cidade, o histórico prédio foi edificado na área central. A localização privilegiada favoreceu a criação do curso de formação de professores, uma das poucas áreas então atendidas por linhas de transporte público. Com sua afirmação institucional e qualificado apuro na grade curricular e na metodologia de ensino, foi a base de motivação prática para a cidade ganhar seu primeiro curso de Magistério na rede pública.

O NOME

Uma indicação de rotarianos levou as autoridades educacionais a dar à escola o nome da educadora Menodora Fialho de Figueiredo, presença humana grandiosa na história do ensino regional. Nascida em Nioaque, Menodora foi esposa do engenheiro agrônomo, ex-prefeito de Campo Grande e ex-governador Arnaldo Estevão de Figueiredo. Foi incansável na luta para que crianças e jovens sob sua tutela tivessem acesso ao conhecimento. Dedicada às causas educativas e sociais, com obras voltadas à fé e à família, faleceu em dezembro de 1971.

De acordo com a secretária Cecília Motta, a escola foi construída para ser um centro de formação de professores e aplicação de prática pedagógica. Hoje a escola não tem mais o Magistério, porém é reconhecida pelos cursos técnicos e por ter sido um polo do Projeto EJA-Conectando Saberes na educação de jovens e adultos até 2019, ano em que passou a ser um dos pilotos do Programa Escola da Autoria, com o Ensino Médio em tempo integral.

Escolhida para eventos e outras atividades, como as campanhas de vacinação e vários processos seletivos, a Menodora é também ponto de apoio para projetos sociais de grande alcance, como o curso de libras ofertado pela Universidade Estadual (Uems). Em suas cinco décadas de história, a escola e seus alunos se sobressaem em várias áreas, dos concursos e festivais aos esportes e produções artístico-culturais.

Atualmente, a escola conta com 14 salas de aula e espaços para todas as necessidades nesse ambiente, desde área de descanso e dependências administrativas a refeitório, sala de artes, laboratório de ciências; biblioteca, informática/Internet, duas quadras poliesportivas cobertas. Há variados recursos didáticos e tecnológicos e professores e professoras com plena habilitação para atender turmas do 8º e 9º ano do Ensino Fundamental e do Ensino Médio em Tempo Integral da Rede Estadual de Ensino.