BC faz nova intervenção e dólar comercial cai a R$ 3,963

BC faz nova intervenção e dólar comercial cai a R$ 3,963

Autoridade monetária faz segundo leilão de swaps do pregão; Bolsa cai 0,23%

SÃO PAULO – Em um pregão de forte volatilidade, o dólar comercial voltou a apresentar queda após o anúncio de uma nova intervenção do Banco Central (BC). Às 12h20, a moeda americana era negociada a R$ 3,961 na compra e a R$ 3,963 na venda, leve recuo de 0,72% ante o real, já refletindo o leilão de swap cambial (que equivale a venda de moeda ao mercado) anunciado pela autoridade monetária nesta manhã – o segundo do pregão e que, somado à oferta de divisa com compromisso de recompra, faz com que o total das ações do BC nesta sexta-feira chegue a quase US$ 3 bilhões. Já a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em leve queda de 0,23%, 45.185 pontos.

A volatilidade do pregão pode ser vista na forte variação de preço da moeda nesta manhã. A divisa já passou da mínima de R$ 3,885 até a máxima de R$ 4,010. Na avaliação de analistas, essas oscilações mais fortes devem continuar até o BC de fato ofertar dólar no mercado à vista. Na quinta-feira, a moeda fechou em queda de 3,69%, cotada a R$ 3,992, após o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, declarar que as reservas internacionais “podem e devem ser usadas” no câmbio.

—O dólar estava muito fora da curva e perdeu força após o pronunciamento de Tombini, mas agora o mercado quer ver ele fazer o que falou. Nesta sexta-feira, a moeda americana estava subindo e o novo leilão de swap segurou, mas essa oscilação vai continuar até o BC entrar porque o mercado não quer swap — avaliou Hideaki Iha, operador de câmbio da Fair Corretora.

Na abertura dos negócios, o dólar comercial chegou a cair mais de 2%, mas perdeu força após a divulgação da terceira prévia do PIB americano do segundo trimestre. O crescimento da maior economia do mundo entre abril e junho foi revisado de 3,7% para 3,9%, pouco acima das expectativas, mas que servem para manter a expectativa de uma alta de juros nos Estados Unidos em dezembro.

Nesse clima de forte volatilidade, o BC anunciou um novo leilão de swaps cambiais para o período da manhã. Esses contratos equivalem a uma venda de moeda ao mercado. Foram ofertados 20 mil contratos, o equivalente a US$ 1 bilhão. Na abertura do pregão, a autoridade monetária já tinha feito operação semelhante, anunciado na quinta-feira à noite, em que foram vendidos 100% dos contratos, em operação que somou US$ 985,1 milhões.

Além do swap cambial, o BC fez um novo leilão de linha, em que há o compromisso de recompra da moeda em um prazo estabelecido. Esse leilão foi de US$ 1 bilhão, mas os dados sobre a sua aceitação só serão aceitos na próxima semana.

Não há consenso sobre a necessidade ou não de se usar as reservas internacionais no mercado à vista de câmbio, para aumentar a liquidez, mas a expectativa em relação a esse instrumento cresceu com as declarações de Tombini, que foram reforçadas pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, na quinta-feira à noite. O Brasil tem US$ 370,8 bilhões em reservas internacionais, a sexta maior do mundo.

No mercado interno o principal dado esperado pelo mercado é o relatório do Caged, do Ministério do Trabalho, sobre emprego formal “Considerando a forte baixa vista no pregão eletrônico do dia de ontem, a divisa deve apresentar um movimento inicial de correção para posteriormente se reafirmar em uma provável nova tendência, de queda ante o real”, afirmou, em relatório a clientes, Ricardo Gomes da Silva Filho, analista da Correparti Corretora de Câmbio.

No exterior, o dólar comercial opera em alta. O “dollar index”, calculado pela Bloomberg e que leva em conta o comportamento da divisa frente a uma cesta de dez moedas, sobe 0,26%.

BOLSA PERTO DA ESTABILIDADE

Na Bolsa, as ações de maior liquidez passaram a operar com perdas, levando o Ibovespa para o terreno negativo. Os papéis preferenciais (PNs, sem direito a voto) da Petrobras registram queda de 0,57%, cotados a R$ 6,92. No caso dos ordinários (ONs, com direito a voto), a desvalorização é de 1,44%, a R$ 8,18.

No caso da Vale, as preferenciais caem 1,82% e as ordinárias têm recuo de 1,19%. O setor bancário, de maior contribuição na composição do Ibovespa, também registram perdas. As ações preferenciais do Itaú Unibanco e do Bradesco recuam, respectivamente, 1,49% e 1,44%. No caso do Banco do Brasil, há um leve recuo de 0,19%.

Já no mercado acionário, os principais índices europeus operam em alta. O DAX, de Frankfurt, tem alta de 2,54%, e o CAC 40, da Bolsa de Paris, avança 3,12%. Já o FTSE 100, de Londres, registra alta de 2,14%. Nos Estados Unidos, Dow Jones sobe 1,18% e o S&P 500 tem alta de 0,55%.

Fonte: O Globo

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